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Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola

Governo 07-09-2026
BARRAGENS DE NDÚE E CALUCUVE REFORÇAM SEGURANÇA HÍDRICA NO CUNENE

A entrada em funcionamento das barragens do Ndúe e Calucuve vai reforçar a segurança hídrica no Cunene e abrir novas perspectivas para a agricultura, pecuária e a economia local, com impacto na criação de emprego para milhares de jovens.

A garantia foi dada pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, este sábado, 5 de Setembro, por ocasião da cerimónia de inauguração das infra-estruturas, presidida pelo Presidente da República, João Lourenço, na província do Cunene, e testemunhada pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, e o Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, como convidado especial.

O ministro afirmou ser exactamente este modelo de transformação que o Executivo pretende consolidar agora com as barragens de Ndúe e Calucuve, porque estas obras não são apenas infra-estruturas físicas, representam também a promoção da coesão territorial, do desenvolvimento humano e do combate à pobreza.

Para o titular do sector da Energia e Águas, a inauguração das barragens representa igualmente uma demonstração da determinação política do Executivo para enfrentar um dos maiores desafios seculares das populações do Sul de Angola: a seca.

Segundo João Baptista Borges, durante décadas, milhares de famílias no Cunene viveram sob o peso da insegurança hídrica, da perda de gado, da limitação da produção agrícola e da vulnerabilidade social provocada pela escassez de água.

“Mas o Executivo decidiu agir. Decidiu enfrentar estruturalmente este problema histórico e transformar sofrimento em oportunidade, escassez em produtividade e vulnerabilidade em resiliência”, acrescentou.

Fruto dessa visão estratégica, referiu ainda o ministro, nasceu o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), em 2019, considerado um dos maiores programas estruturantes de segurança hídrica, desenvolvimento territorial e inclusão social do país.

João Baptista Borges destacou os resultados já alcançados pelo programa, apontando o Canal do Cafu, com 165 quilómetros de extensão e inaugurado pelo Presidente da República em Abril de 2022, como uma referência nacional e regional de transformação económica e social.

“O impacto deste projecto mudou profundamente a realidade do Cunene. Onde antes predominavam os efeitos severos da seca, surgem agora campos agrícolas produtivos, aumento da actividade pecuária, crescimento do comércio local e novas oportunidades económicas para milhares de famílias”, sublinhou.

O aumento da produção agrícola tem contribuído para o reforço da segurança alimentar, a redução dos preços nos mercados e o abastecimento de várias regiões, incluindo mercados da vizinha República da Namíbia, segundo o ministro que, além dos ganhos económicos, afirmou que as populações passaram a viver com maior estabilidade, esperança e confiança no futuro.

Com a entrada em funcionamento das barragens de Ndúe e Calucuve, o Cunene passa a contar com mais duas infra-estruturas estratégicas destinadas a reforçar a segurança hídrica e a dinamizar o desenvolvimento económico e social da província e da região Sul do país.

As duas barragens têm uma capacidade combinada de armazenamento de 311 milhões de metros cúbicos de água, a que se juntam cerca de dois milhões de metros cúbicos armazenados em 37 reservatórios, distribuídos ao longo de 186 quilómetros de canais revestidos, conforme avançou o ministro.

O titular da Energia e Águas apelou ainda à preservação das barragens, enquanto património colectivo da nação, para que sejam valorizadas e utilizadas em benefício das actuais e futuras gerações.

“Hoje, celebramos não apenas a inauguração de duas grandes infra-estruturas, mas um novo ciclo de esperança, confiança e transformação para o sul de Angola. Um ciclo de mais oportunidades, produção, dignidade e desenvolvimento para o povo do Cunene”, concluiu.

Fonte: CIPRA
Governo 19-08-2026
PARQUES SOLARES DO CAFUNFO E CUANGO SUPERAM 90 POR CENTO DE EXECUÇÃO FÍSICA

As obras de construção dos parques solares fotovoltaicos do Cafunfo e do Cuango, na província da Lunda Norte, registam avanços significativos na sua execução física, atingindo actualmente 91 por cento e 93 por cento, respectivamente.

As duas infra-estruturas integram os projectos em curso para o reforço da capacidade de produção e distribuição de energia eléctrica na região, através do aproveitamento de fontes renováveis, devendo contribuir para a melhoria da qualidade e fiabilidade do fornecimento às populações beneficiárias.

No Cafunfo, o parque solar apresenta uma execução física de 91 por cento e está projectado para uma potência instalada de 42,4 MWp. A infra-estrutura inclui uma linha de transporte de energia em média tensão com aproximadamente 50 quilómetros de extensão, que permitirá a integração da energia produzida na rede eléctrica local.
Quando estiver em funcionamento, o parque deverá assegurar, numa primeira fase, o fornecimento de energia eléctrica a cerca de 30 mil residências, beneficiando directamente mais de 100 mil cidadãos.

Já o Parque Solar Fotovoltaico do Cuango apresenta um nível de execução física de 93 por cento, dispondo de uma potência instalada de 11,5 MWp. A energia produzida será transportada através de uma linha de média tensão com cerca de 25 quilómetros, permitindo reforçar o abastecimento à rede eléctrica da região.
A infra-estrutura está dimensionada para alimentar, numa primeira fase, aproximadamente 9.500 residências, contribuindo para a melhoria das condições de vida das populações e criando melhores condições para o desenvolvimento das actividades económicas locais.

Além do aumento do acesso à electricidade, a entrada em funcionamento dos dois parques permitirá reduzir a dependência de fontes térmicas de produção de energia e, consequentemente, os custos associados ao consumo de combustíveis, ao mesmo tempo que promove uma matriz energética mais limpa e sustentável.

A disponibilidade de energia eléctrica de forma mais regular constitui igualmente um factor de suporte ao desenvolvimento de actividades produtivas, incluindo os sectores mineiro, agropecuário, comercial e industrial, podendo favorecer a criação de emprego e o surgimento de novos pequenos e médios negócios na região.

De acordo com o planeamento actualizado da empreitada, a execução física das obras deverá estar concluída ao longo do mês de Setembro de 2026, estando o comissionamento geral previsto para Novembro do mesmo ano, etapa que antecede a entrada das infra-estruturas em plena operação.

Com capacidades combinadas de 53,9 MWp, os parques solares do Cafunfo e do Cuango representam um importante reforço da capacidade de geração eléctrica da Lunda Norte, permitindo ampliar a oferta de energia renovável e criar condições técnicas para uma maior expansão do serviço eléctrico na província.

Fonte: GTICII

minea.gov.ao Ministro da Energia e Águas

João Baptista Borges



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