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Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola

Governo 19-09-2026
PROJECTO BITA AVANÇA PARA REFORÇAR O ABASTECIMENTO DE ÁGUA A CERCA DE 4 MILHÕES DE CIDADÃOS

O Ministério da Energia e Águas informa que as obras do Sistema de Abastecimento de Água do Bita, em Luanda, prosseguem a bom ritmo, apresentando uma execução física global de aproximadamente 52% nos 13 lotes que integram o empreendimento.

Considerado um dos projectos estruturantes para o reforço e a expansão do abastecimento de água na capital do País, o Sistema do Bita está concebido para beneficiar cerca de 2,5 milhões de cidadãos, contribuindo de forma decisiva para o aumento da disponibilidade de água potável e para a melhoria da qualidade e regularidade do serviço prestado às populações.

O empreendimento contempla a construção de uma Estação de Tratamento de Água com capacidade de 295.200 metros cúbicos por dia, complementada por uma extensa rede de distribuição de aproximadamente 3.500 quilómetros e cerca de 170 mil ligações domiciliárias.

Trata-se de um sistema integrado, que compreende as componentes de captação, tratamento, adução e distribuição de água, articuladas com o reforço dos centros de distribuição do Bita, Cabolombo, Ramiros, Mundial, Benfica 2 e Camama, permitindo aumentar a capacidade do sistema e assegurar maior cobertura, eficiência operacional e qualidade no abastecimento.

Pela sua dimensão e abrangência territorial, o Projecto Bita representa uma intervenção de grande impacto social e infra-estrutural, beneficiando directamente comunidades dos municípios de Belas, Kilamba, Camama e Talatona.

Entre as zonas abrangidas encontram-se Quenguela, Vila Verde, Cabolombo, Ramiros, Morro dos Veados, Vila Flor, Bita, Simione, Chimbicato, Camama Sede, Nginga Bandi, 4 de Abril, Jardim do Éden, Benfica, Patriota, Dangereux, Zona Verde e Benvindo, entre outras áreas servidas pelo sistema.

Com uma execução física global situada em cerca de 52%, a obra encontra-se numa fase determinante para o cumprimento do calendário estabelecido.

A previsão é de que a execução física das obras seja concluída em Dezembro de 2026, seguindo-se, em Janeiro de 2027, a fase de comissionamento, testes e início da exploração, etapa necessária para a verificação e entrada progressiva dos diferentes componentes do sistema em funcionamento.

O Ministério da Energia e Águas acompanha de forma permanente a evolução do projecto, assegurando a coordenação das diferentes componentes e o cumprimento dos requisitos técnicos necessários para que a infraestrutura entre em operação com segurança, eficiência e capacidade efectiva de resposta às necessidades das populações.

O Projecto Bita insere-se no esforço do Executivo Angolano de expandir e modernizar as infraestruturas de abastecimento de água, aumentando a capacidade instalada e criando condições para uma prestação de serviço mais regular, eficiente e abrangente.

Mais do que uma obra de engenharia, o Sistema de Abastecimento de Água do Bita constitui um investimento estruturante no desenvolvimento urbano, na saúde pública, na actividade económica e na melhoria das condições de vida das populações de Luanda.

O Ministério da Energia e Águas reafirma, assim, o seu compromisso com o esforço do Executivo na execução de projectos estruturantes que respondam aos desafios do crescimento urbano e das necessidades das populações, colocando a expansão do acesso à água potável, a melhoria da qualidade do serviço e o reforço da capacidade de resposta do sector no centro das prioridades nacionais.

Fonte: GTICII
Governo 07-09-2026
BARRAGENS DE NDÚE E CALUCUVE REFORÇAM SEGURANÇA HÍDRICA NO CUNENE

A entrada em funcionamento das barragens do Ndúe e Calucuve vai reforçar a segurança hídrica no Cunene e abrir novas perspectivas para a agricultura, pecuária e a economia local, com impacto na criação de emprego para milhares de jovens.

A garantia foi dada pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, este sábado, 5 de Setembro, por ocasião da cerimónia de inauguração das infra-estruturas, presidida pelo Presidente da República, João Lourenço, na província do Cunene, e testemunhada pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, e o Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, como convidado especial.

O ministro afirmou ser exactamente este modelo de transformação que o Executivo pretende consolidar agora com as barragens de Ndúe e Calucuve, porque estas obras não são apenas infra-estruturas físicas, representam também a promoção da coesão territorial, do desenvolvimento humano e do combate à pobreza.

Para o titular do sector da Energia e Águas, a inauguração das barragens representa igualmente uma demonstração da determinação política do Executivo para enfrentar um dos maiores desafios seculares das populações do Sul de Angola: a seca.

Segundo João Baptista Borges, durante décadas, milhares de famílias no Cunene viveram sob o peso da insegurança hídrica, da perda de gado, da limitação da produção agrícola e da vulnerabilidade social provocada pela escassez de água.

“Mas o Executivo decidiu agir. Decidiu enfrentar estruturalmente este problema histórico e transformar sofrimento em oportunidade, escassez em produtividade e vulnerabilidade em resiliência”, acrescentou.

Fruto dessa visão estratégica, referiu ainda o ministro, nasceu o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), em 2019, considerado um dos maiores programas estruturantes de segurança hídrica, desenvolvimento territorial e inclusão social do país.

João Baptista Borges destacou os resultados já alcançados pelo programa, apontando o Canal do Cafu, com 165 quilómetros de extensão e inaugurado pelo Presidente da República em Abril de 2022, como uma referência nacional e regional de transformação económica e social.

“O impacto deste projecto mudou profundamente a realidade do Cunene. Onde antes predominavam os efeitos severos da seca, surgem agora campos agrícolas produtivos, aumento da actividade pecuária, crescimento do comércio local e novas oportunidades económicas para milhares de famílias”, sublinhou.

O aumento da produção agrícola tem contribuído para o reforço da segurança alimentar, a redução dos preços nos mercados e o abastecimento de várias regiões, incluindo mercados da vizinha República da Namíbia, segundo o ministro que, além dos ganhos económicos, afirmou que as populações passaram a viver com maior estabilidade, esperança e confiança no futuro.

Com a entrada em funcionamento das barragens de Ndúe e Calucuve, o Cunene passa a contar com mais duas infra-estruturas estratégicas destinadas a reforçar a segurança hídrica e a dinamizar o desenvolvimento económico e social da província e da região Sul do país.

As duas barragens têm uma capacidade combinada de armazenamento de 311 milhões de metros cúbicos de água, a que se juntam cerca de dois milhões de metros cúbicos armazenados em 37 reservatórios, distribuídos ao longo de 186 quilómetros de canais revestidos, conforme avançou o ministro.

O titular da Energia e Águas apelou ainda à preservação das barragens, enquanto património colectivo da nação, para que sejam valorizadas e utilizadas em benefício das actuais e futuras gerações.

“Hoje, celebramos não apenas a inauguração de duas grandes infra-estruturas, mas um novo ciclo de esperança, confiança e transformação para o sul de Angola. Um ciclo de mais oportunidades, produção, dignidade e desenvolvimento para o povo do Cunene”, concluiu.

Fonte: CIPRA

minea.gov.ao Ministro da Energia e Águas

João Baptista Borges



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