O Executivo angolano, através do Ministério da Energia e Águas e no quadro da implementação do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), continua a consolidar infra-estruturas estratégicas destinadas a garantir soluções sustentáveis para os desafios históricos da seca nas províncias do Sul do País.
As barragens do Ndue e do Calucuve, localizadas no município do Cuvelai, província do Cunene, representam investimentos estruturantes de elevado impacto social, económico e produtivo, reforçando a segurança hídrica, impulsionando a agricultura irrigada, fortalecendo a actividade agro-pecuária e dinamizando as economias locais.
Com capacidade combinada superior a 300 milhões de metros cúbicos de água, estas infra-estruturas beneficiarão centenas de milhares de cidadãos e efectivos pecuários, afirmando-se como plataformas de desenvolvimento sustentável, geração de emprego, rendimento e novas cadeias de valor no Sul de Angola.
Ambas têm previsão de entrega para Julho do corrente ano.
Os investimentos realizados no quadro do PCESSA têm igualmente impulsionado a criação de milhares de postos de trabalho directos e indirectos, sobretudo para a juventude angolana, desde a fase de construção das obras até ao surgimento de novas actividades económicas ligadas à agricultura, pecuária, comércio, logística, prestação de serviços e futura actividade aquícola.
O impacto económico destas infra-estruturas vai muito além da componente hídrica, constituindo hoje um verdadeiro motor de transformação social e revitalização das economias locais, ao estimular o investimento privado, o aumento da produção nacional e a fixação das populações nas suas comunidades.
Os resultados alcançados pelo Canal do Cafu demonstram de forma clara o impacto transformador do PCESSA na vida das populações.
Inaugurado pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, em Abril de 2022, o projecto revolucionou o acesso à água no Cunene, impulsionando significativamente a produção agrícola, a pecuária, o abastecimento de água e o desenvolvimento económico local.
Actualmente, culturas como tomate, milho, frutas e diversos produtos hortícolas passaram a ser produzidas localmente em grande escala, contribuindo para a redução dos preços nos mercados, reforço da segurança alimentar e dinamização do comércio regional, incluindo o abastecimento de mercados da vizinha República da Namíbia.
A disponibilidade contínua de água permitiu igualmente reduzir os impactos da seca sobre as comunidades, melhorar as condições de vida das populações e impulsionar o surgimento de novos negócios, investimentos privados e oportunidades de emprego para milhares de jovens angolanos.
Neste contexto, ganha também relevância o trabalho técnico em curso no município das Cacimbas, província do Namibe, onde está a ser avaliado o potencial das represas de Mulovei Tchandjassica, Sukula e Upilameno para o desenvolvimento de projectos de aquicultura.
As avaliações preliminares apontam para elevado potencial aquícola destas infra-estruturas, reforçando a visão estratégica do Executivo de transformar investimentos em água em activos produtivos multifuncionais, capazes de gerar riqueza, emprego juvenil, segurança alimentar e diversificação da economia local.
Os impactos do PCESSA são hoje visíveis nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe, onde comunidades historicamente afectadas pela escassez de água vivem agora uma realidade marcada por maior estabilidade, dignidade e esperança.
A concretização destas infra-estruturas reafirma o compromisso do Executivo liderado pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, com o desenvolvimento sustentável, a coesão territorial, a promoção do emprego e a melhoria contínua das condições de vida das populações.
O Ministério da Energia e Águas continuará a executar o PCESSA com elevado sentido de responsabilidade e visão estratégica, reforçando a segurança hídrica, a actividade produtiva, a geração de oportunidades económicas e a resiliência das populações face aos efeitos da seca e das alterações climáticas.