• MUNÍCIPES DA MATALA E CHIBIA BENEFICIAM DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA


    Os municípios da Matala e da Chibia, ambos na província da Huíla, contam com dois sistemas de abastecimento de água potável, que estão, agora, ao serviço das populações e que se revestem como sendo fundamentais para conferir uma maior dignidade aos munícipes destas localidades. O sistema de abastecimento de água da Matala foi inaugurado pelo ministro da Energia e Águas, *João Baptista Borges*, no dia 3 de Julho de 2025, sendo que o sistema de abastecimento de água da Chibia foi inaugurado hoje, 4 de Julho. Ambas as inaugurações tiveram o olhar atento do governador da Huíla, *Nuno Mahapi*. Em relação à Matala, o sistema irá fornecer água potável a cerca de 28 mil habitantes. A fonte de água é a barragem da Matala e conta com uma rede de distribuição de cerca de 16 quilómetros. O sistema vai contemplar 1.552 ligações domiciliares e 16 chafarizes.
    No caso do sistema de abastecimento de água da Chibia, que sofreu importantes obras de reforço, beneficia, de forma directa, mais de 9.000 habitantes, com mais de 1.800 ligações domiciliares. A captação é feita a partir da barragem das Gangelas, tendo havido um salto bastante significativo relativamente à situação anterior. Conta com uma rede de distribuição de mais de 48 quilómetros e reservatórios com capacidade para 1.460 metros cúbicos. O impacto social é importante, visto que foram contratadas mais de 100 pessoas, incluíndo a vertente de formação.
    São duas obras importantes para a província da Huíla que passa a ter maior disponibilidade de água potável para as populações, que se enquadra nas prioridades do Governo, no sentido de se alargar o número de cidadãos com acesso ao precioso líquido.
    Durante a sua estadia na província da Huíla, cidade do Lubango, João Baptista Borges visitou também o importante projecto do sistema de transporte de eletricidade 220kV Gove - Matala.
    Esta obra, de carácter estratégico e extremamente importante para a região, terá várias subestações associadas e ficará concluída até finais do corrente ano. No entanto, o prazo acordado e para a conclusão deste projecto ficou para o dia 30 de Setembro, sendo que esforços do empreiteiro estão a ser feitos nesse sentido. Vai ter 213,5 quilómetros de distância entre o Gove, no Huambo e a Matala, na Huíla. Será conectada a partir da subestação da central hidroeléctrica do Gove ao posto de seccionamento da Matala a 220 kV. Em termos de execução, a mesma está a cerca de 75%. As populações da Matala, Quipungo, Capelongo, Lubango, Humpata, Chibia e Moçâmedes serão as mais beneficiadas com a conclusão deste projecto, que vai garantir electricidade a mais de 500.000 famílias. Vai ainda reduzir o consumo de combustível devido à paragem das centrais térmicas do Lubango a cerca de 90%. João Baptista Borges, em entrevista aos órgãos de comunicação social afirmou que até ao final do ano, Lubango e Moçâmedes ficarão ligados ao sistema elétrico nacional. Os avanços e ganhos para a região são evidentes e inequívocos, no que às necessidades de energia eléctrica dizem respeito, bem como os seus benefícios económicos e sociais, poupando muitos recursos aos cofres do Estado, que podem ser canalizados para atender outras necessidades do país.
    Antes de terminar a sua digressão pelo sul do país, foram hoje, sexta-feira, 4 de Julho, lançadas duas importantes empreitadas, pelo ministro João Baptista Borges, para a cidade do Lubango, no âmbito do sector das águas, nomeadamente a concepção e construção de novos reservatórios na cidade do Lubango que, de um modo geral, vai reforçar a actual capacidade de reserva de água do sistema de abastecimento de água ao Lubango, abrangendo um maior número de famílias com acesso à água potável. No geral, mais de 125 mil habitantes do Lubango serão directamente beneficiados. Por outro lado, foi igualmente lançada a primeira pedra para a concepção e construção de rede e ligações domiciliárias para as zonas periurbanas da Cidade do Lubango. Com este projecto, pretende-se incrementar o número de ligações domiciliárias para abranger um número maior de famílias com acesso à água potável, com cerca de 5.000 ligações previstas, com 90 quilómetros de rede, chegando a mais de 30.000 habitantes. Ambos os projectos enquadram-se na segunda fase do Projecto de Desenvolvimento Institucional do Sector da Água (PDISA II), do Ministério da Energia e Água e contam com o financiamento do Banco Mundial e da Agência Francesa de Desenvolvimento.