A capital angolana, Luanda, acolheu a partir desta segunda-feira, 08 de Dezembro, a primeira reunião presencial dos órgãos de Governação do Centro para as Energias Renováveis e Eficiência Energética da África Central (CEREEAC).
O encontro que decorre de 08 a 12 do mês em curso, tem como objectivo principal obter a aprovação dos responsáveis pela Energia dos estados membros da CEEAC, em torno de todos os textos que estabelecem as regras para a organização e funcionamento do CEREEAC.
O discurso de abertura foi proferido pelo Director da Direcção Nacional de Energia Eléctrica, Diógenes Orsini, em representação de Sua Excelência Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.
Na sua alocução, Diógenes Orsini, referiu projeta-se que até 2027, a taxa de electrificação atinja os 50%, incluindo 1,2 GWp de energia solar, elevando a participação da energia solar na matriz energética de Angola para 7,2, representando aproximadamente 12 mil milhões de dólares.
Salientou que está prevista a construção de novas centrais solares para aumentar a capacidade instalada de geração em 584,50 MWp, injectados na rede nacional e em 90 MWp, com 25 MWh de armazenamento em baterias, utilizando sistemas isolados da rede.
Os trabalhos centraram-se no exame e a validação das conclusões dos estudos, nomeadamente:
• A elaboração de normas mínimas de desempenho energético (MEPS) e um quadro estratégico de conformidade para a iluminação, a refrigeração e a climatização no seio da CEEAC;
• A elaboração de um roteiro para os investimentos nas pequenas centrais hidroelétricas centrais da região;
• Um estudo de base sobre a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em matéria de energia renováveis dentro do CEEAC.
Para os dias seguintes estão previstos de igual modo, as sessões de formação na referida reunião sobre :
• A utilização do site do CEREEAC sobre a energia renováveis;
• A concepção, a instalação e a exploração dos sistemas de Pequenas Centrais Hidroeléctricas.
Fazem parte dos países membro do CEEAC, Angola, Burundi, Gabão, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, e a República do Chade. Também estiveram presentes os representantes dos parceiros técnicos e financeiros, a ONUDI, PNUD, União Europeia e outros convidados, respectivamente.