O Executivo angolano, por intermédio do Ministério da Energia e Águas, continua a concretizar a sua estratégia de desenvolvimento nacional através da implementação de projectos estruturantes de electrificação nas Províncias de Luanda e Icolo e Bengo, com destaque para a Península do Mussulo, Cabo Ledo, Sangano e Muxima.
Estas intervenções visam ampliar o acesso à energia eléctrica de forma segura, estável e sustentável, promovendo melhores condições de vida para as populações, o desenvolvimento económico local, o fortalecimento dos serviços públicos e a redução das assimetrias territoriais.
Na Península do Mussulo, o projecto de electrificação, iniciado em Março de 2024, atingiu cerca de 99% de execução física.
Foram construídos 49 quilómetros de rede de Média Tensão, incluindo cabo submarino, 35 quilómetros de rede de Baixa Tensão, instalados 24 Postos de Transformação, realizadas 2.564 ligações domiciliárias e implementados 950 pontos de iluminação pública.
A empreitada encontra-se em fase de conclusão, com trabalhos finais de optimização da rede e reforço da capacidade de distribuição.
Em Cabo Ledo e Sangano, decorre desde Fevereiro de 2026 um importante projecto de electrificação, com conclusão prevista para Dezembro do corrente ano.
A iniciativa contempla a construção de uma Subestação de 20 MVA, uma Linha de Alta Tensão de 60 kV, redes de Média e Baixa Tensão, iluminação pública e cerca de 2.600 ligações domiciliárias.
Os trabalhos avançam de acordo com o cronograma estabelecido.
No Município da Quissama, os trabalhos de electrificação da Comuna da Muxima prosseguem a bom ritmo.
O projecto prevê a construção de uma Subestação de 60/30 kV com capacidade de 24 MVA, alimentada por uma Linha de Alta Tensão de 60 kV a partir da Subestação de Catete, estando a sua conclusão prevista para Abril de 2027.
Estes projectos integram a estratégia do Executivo de consolidar um sistema eléctrico nacional moderno, resiliente e inclusivo, capaz de responder ao crescimento da procura energética, apoiar o processo de diversificação económica do País e criar condições estruturantes para a geração de emprego e o aumento da actividade produtiva nas comunidades beneficiadas.
Ao expandir a rede eléctrica para estas localidades, o Estado cria melhores condições para o funcionamento de escolas, unidades sanitárias e demais serviços públicos, reforça a segurança comunitária, estimula o empreendedorismo local e potencia a criação de oportunidades de emprego directo e indirecto.
A disponibilidade de energia fiável favorece igualmente a instalação de novos negócios, o desenvolvimento da agricultura, do turismo, do comércio e de pequenas indústrias, contribuindo para o aumento do rendimento das famílias e para a melhoria sustentável da qualidade de vida das populações.
Com estas realizações, o Ministério da Energia e Águas reafirma o compromisso do Executivo com a universalização progressiva do acesso à energia eléctrica, enquanto instrumento fundamental de desenvolvimento, inclusão social, criação de emprego, combate à pobreza e transformação económica de Angola.