O Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, anunciou, esta quinta-feira, 22 de Outubro, a extensão do Canal do Cafu à vizinha República da Namíbia, no quadro do reforço da cooperação bilateral no domínio dos recursos hídricos.
O anúncio foi feito durante a sua intervenção na 4.ª edição da Bienal de Luanda – Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência, que decorre nos dias 22 e 23 de Outubro, em Luanda, sob o lema “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos”.
No Painel I, subordinado ao tema “Água, Paz e Cooperação Transfronteiriça: Prevenção, Mediação e Resolução de Conflitos através da Diplomacia da Água, da Integração Regional e de uma Cultura de Paz”, o governante destacou que Angola integra cinco comissões de bacias hidrográficas internacionais, nomeadamente as dos rios Congo, Cunene, Cuvelai, Cubango/Okavango e Zambeze, que envolvem mais de 20 Estados-Membros.
João Baptista Borges apontou a cooperação entre Angola e a Namíbia como exemplo de entendimento transfronteiriço, destacando o Canal de Calueque, os estudos relativos ao Aproveitamento Hidroeléctrico Binacional de Baynes, a referida extensão do Canal do Cafu e a partilha permanente de dados hidrológicos entre os dois países.
O Ministro sublinhou ainda que o diálogo constitui uma ferramenta essencial para superar divergências, prevenir conflitos e promover a integração regional, contribuindo para a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável.
A sessão contou igualmente com a presença do Secretário de Estado para as Águas, António Belsa da Costa, da Directora Nacional das Águas, Elsa Ramos, da Presidente do Conselho de Administração da EPAL, de vários responsáveis do Ministério da Energia e Águas, bem como de membros do Executivo, representantes do Corpo Diplomático e outros convidados.
O evento promove a reflexão sobre a gestão sustentável dos recursos hídricos como instrumento de prevenção de conflitos, consolidação da paz e reforço da cooperação entre os países africanos.
A participação de Angola nesta iniciativa reafirma o compromisso do país com a cooperação regional, a diplomacia da água e a procura de soluções partilhadas para a gestão sustentável dos recursos hídricos, em prol da paz, da estabilidade e do desenvolvimento dos povos.