• CANAL DO CAFU GERA DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PARA A PROVÍNCIA DO CUNENE


    O canal do Cafu, infraestrutura em pleno estado de funcionamento, na província do Cunene, é um projecto do Governo de Angola, executado pelo Ministério da Energia e Águas e de alta prioridade para a região, tendo em conta a situação de seca severa que atingiu com gravidade esta parcela do território nacional.
    O sistema do canal do Cafu, inaugurado pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, no dia 4 de Abril de 2022, tem uma extensão de 165 quilómetros, contemplando 30 chimpacas, com capacidade para armazenar 30 milhões de metros cúbicos de água cada, cujos benefícios chegam a centenas de milhares de pessoas e gado. Irriga uma área considerável, de cerca de 15 mil hectares e, por estes e outros motivos, alterou o modo de vida das populações locais, não só com o abastecimento de água que proporciona, mas também com os enormes benefícios económicos e sociais que agrega, de forma directa e indirecta, tendo uma vertente de desenvolvimento sustentável de elevada envergadura.
    O canal do Cafu, que enquadra-se no Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), abrangendo as províncias do Cunene, Namibe e Huíla, com soluções estruturantes para combater os efeitos nefastos da seca, tem conseguido cumprir com o seu papel, melhorando a vida das populações do Cunene, elevando o seu nível e dignificando as comunidades, tornando as mesmas mais inclusivas e menos vulneráveis.
    Os benefícios sociais actuais são, nesse prima, enormes, com grande impacto para as populações. A título de exemplo, no que à produção agrícola diz respeito, houve um aumento considerável na produção, com destaque para a cultura do tomate. Neste quesito, foi possível a diminuição considerável do preço do tomate e de outros produtos, estando este facto consubstanciado no evidente aumento de produção. Com outros produtos, mormente hortícolas, verifica-se o mesmo cenário, sendo que anteriormente vinham, em grande escala, das províncias da Huíla, Namibe, Benguela e Huambo e agora são produzidos localmente, como os casos de frutas diversas e o milho, com todos os benefícios associados.
    No âmbito da pecuária, hoje em dia, com o canal disponível 365 dias por ano, com água, o gado dispõe de todas as condições para se desenvolver, sem grandes constrangimentos.
    Em relação ao abastecimento de água, o cenário de habitantes a percorrer longas distâncias na busca do “precioso líquido”, tornou-se muito menos frequente, graças ao curso permanente de água no canal, sendo um ganho enorme para o dia a dia das populações, inclusive em questões relacionadas à saúde pública, sendo evitadas inúmeras doenças de origem hídrica, que alivia, em última análise, os serviços de saúde e, concomitantemente, os cofres do Estado.
    A questão do emprego está implícita ao valor económico e social que advém do funcionamento do canal, sendo que o mesmo, somente na vertente agropecuária, dinamizou o sector do emprego, com a criação de novos negócios e investimentos na região, estando o mesmo a criar um número bastante significativo de oportunidades de emprego, principalmente jovem.
    Existem outros exemplos que estão associados aos ganhos de cariz económico e social do canal do Cafu e que espelham a importância estratégica do mesmo para a região do Cunene e suas populações. É um projecto que, em conjunto com muitos outros, em carteira, em obra ou já em execução, reafirmam o compromisso do Executivo com o bem-estar e com a melhoria das condições sociais dos angolanos, bem como com o desenvolvimento sustentável do país.